Análise: : Final Fantasy VII Remake Intergrade

Com o lançamento de Final Fantasy VII Remake Intergrade para o Xbox Series X, a longa espera dos jogadores do ecossistema da Xbox finalmente chegou ao fim. O título desembarca com todas as melhorias técnicas da versão definitiva, incluindo o conteúdo adicional Episode INTERmission, além de suporte ao Xbox Play Anywhere, permitindo jogar também no PC sem custo adicional.

A Square Enix nos concedeu acesso antecipado ao jogo. Vamos à nossa impressão.

História

A narrativa de Intergrade expande os eventos iniciais em Midgar, transformando o que antes eram poucas horas no jogo original em uma experiência cinematográfica robusta. O grupo principal é movido por motivações distintas, mas interligadas:

  • Barret, líder da célula Avalanche, luta movido pelo idealismo de salvar o planeta da exploração da energia Mako.
  • Tifa atua como o elo emocional do grupo, equilibrando convicção e empatia.
  • Aerith, a última dos Cetra, carrega um peso narrativo crucial e se torna o foco da atenção da Shinra.
  • Cloud Strife, ex-SOLDIER e mercenário, inicia sua jornada em busca de dinheiro, mas, gradualmente, confronta memórias fragmentadas e um passado instável.

No DLC Episode INTERmission, o protagonismo passa para Yuffie Kisaragi, uma ninja de Wutai enviada a Midgar para roubar a chamada “Matéria Suprema” da Shinra. Sua missão adiciona uma importante camada política e cultural ao universo do jogo, aprofundando o conflito entre Wutai e a corporação e preparando o terreno para os eventos futuros da trilogia.

Jogabilidade

O sistema de combate continua sendo um dos principais trunfos do remake. Em Intergrade, o destaque recai sobre a jogabilidade de Yuffie, que introduz um estilo mais ágil e versátil. A possibilidade de alternar entre ataques corpo a corpo e à distância com o shuriken adiciona dinamismo às batalhas.

O sistema de Sinergia com Sonon amplia o aspecto estratégico, permitindo ataques combinados e habilidades coordenadas. Essa mecânica funciona como um laboratório de ideias para o futuro da franquia, oferecendo frescor mesmo após dezenas de horas no jogo base.

Minigames e Missões Secundárias: O Excesso que Sufoca

Um dos pontos mais controversos da experiência reside no equilíbrio entre a narrativa e o conteúdo secundário. O jogo é repleto de minigames de qualidade variada. Alguns são divertidos, enquanto outros, como o infame desafio de agachamentos contra Jules no ginásio do Setor 6, beiram o punitivo e o frustrante.

Além disso, em diversos momentos, a estrutura do jogo prejudica o ritmo da história. Capítulos que exigem urgência narrativa são interrompidos por uma enxurrada de missões secundárias do tipo “busca e entrega”. O excesso de marcadores no mapa pode sufocar o jogador, transformando a exploração em uma lista de tarefas que quebra a fluidez cinematográfica da campanha principal.

Gráficos e Performance

No Xbox Series X, Intergrade apresenta um desempenho sólido e consistente. O jogo oferece dois modos gráficos principais:

  • Modo Fidelidade, focado na resolução próxima de 4K e na maior qualidade de texturas e iluminação.
  • Modo Performance, que prioriza uma taxa de quadros estável de 60 FPS.

Tecnicamente, o salto para os 60 quadros por segundo é o fator que mais impacta a experiência. O combate híbrido, que combina ação em tempo real com comandos táticos baseados em ATB, torna-se significativamente mais fluido e preciso. O uso do SSD do Xbox Series X reduz drasticamente os tempos de carregamento, que agora ocorrem em poucos segundos, mantendo o ritmo narrativo praticamente ininterrupto e reforçando a imersão.

Conclusão

Final Fantasy VII Remake Intergrade no Xbox Series X não é apenas uma versão aprimorada, mas a materialização da visão que a Square Enix pretendia desde o início, agora sem as limitações técnicas da geração anterior. Os 60 FPS estáveis redefinem a sensação de controle, tornando os confrontos contra chefes verdadeiras coreografias de magias e golpes, executadas com precisão exemplar.

Ainda assim, o jogo carrega uma dualidade clara. De um lado, temos excelência técnica, narrativa envolvente e uma trilha sonora memorável que recria Midgar de forma impressionante. Do outro lado, há excessos que comprometem o ritmo, como minigames punitivos e missões secundárias pouco inspiradas, que parecem existir apenas para inflar a duração da campanha.

A inclusão do Episode INTERmission funciona como um verdadeiro grand finale do pacote. Yuffie injeta energia nova ao combate e aponta caminhos interessantes para as próximas entradas da série. Para os jogadores de Xbox Series X, a espera foi longa, mas recompensada com um RPG que explora plenamente o hardware do console, oferecendo uma das experiências mais marcantes da franquia moderna.

Pontos Positivos (Prós)

  • Desempenho de alto nível: 60 FPS estáveis elevam a precisão do combate.
  • Carregamentos quase instantâneos: o SSD do Series X melhora significativamente a imersão.
  • Episode INTERmission: Yuffie traz mecânicas novas e bem implementadas.
  • Qualidade visual: melhorias nas texturas, na iluminação e na resolução.
  • Narrativa expandida: maior profundidade nos personagens e cnos onflitos.

Pontos Negativos (Contras)

  • Minigames frustrantes: alguns desafios são excessivamente punitivos.
  • Ritmo irregular: missões secundárias em excesso prejudicam os momentos de tensão narrativa.
  • Linearidade persistente: o design de níveis ainda mantém uma estrutura bastante restritiva.

Final Fantasy VII Remake Intergrade: Uma análise completa de Final Fantasy VII Remake Intergrade no Xbox Series X. Performance a 60 FPS, gráficos aprimorados, DLC Episode INTERmission e os pontos altos e baixos da versão definitiva do clássico da Square Enix. Eduardo Andrade

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von 10
2026-01-21T12:56:58-0300

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