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Final Fantasy Resonance: conheça o mundo, a história e o que esperar do novo RPG da Square Enix

by Cassio Silva
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A Square Enix está preparando uma nova aventura para quem sente falta da era clássica de Final Fantasy. Com lançamento marcado para 22 de outubro de 2026, Final Fantasy Resonance será o primeiro jogo da série desenvolvido em HD-2D e combinará uma história centrada nos Cristais, batalhas por turnos e elementos conhecidos da franquia com uma apresentação visual que mistura pixel art e modelos tridimensionais.

O projeto também tem uma ligação importante com Final Fantasy Brave Exvius. Resonance parte do primeiro arco narrativo do jogo mobile, mas a Square Enix afirma que o material foi refinado e amplamente reconstruído para funcionar como um RPG completo com estrutura de console. Portanto, não se trata simplesmente de transportar Brave Exvius para outras plataformas.

Mas o que exatamente espera o jogador em Final Fantasy Resonance? Para entender a proposta, é preciso começar pelo mundo de Lapis e pela história dos Cristais.

Um novo mundo construído ao redor dos Cristais

A história de Final Fantasy Resonance acontece em Lapis, um mundo no qual os Cristais possuem papel central. A aventura acompanha personagens ligados por um destino comum enquanto uma ameaça começa a colocar esse equilíbrio em risco.

O ponto de partida é o desaparecimento do poder do Cristal da Terra. A partir daí, a jornada passa a envolver os demais Cristais espalhados pelo mundo e a tentativa de impedir que uma força conhecida como Veritas of the Dark leve Lapis à ruína.

A proposta retoma uma das estruturas mais tradicionais da franquia: um grupo de personagens atravessando diferentes regiões em busca de respostas enquanto tenta proteger uma força que mantém o mundo em equilíbrio.

Só que Lapis não é apenas um cenário para essa história. O mundo foi construído para reunir diversos elementos recorrentes de Final Fantasy, incluindo Cristais, airships, chocobos, moogles e espers.

Rain, Lasswell e Fina estão no centro da aventura

A jornada começa acompanhando Rain e Lasswell, dois cavaleiros ligados ao reino de Grandshelt.

Rain é um dos protagonistas da história e, ao lado de Lasswell, parte para investigar a situação envolvendo o Cristal da Terra. O que começa como uma missão para proteger o reino rapidamente se transforma em uma jornada muito maior.

Fina também desempenha um papel importante na aventura. A personagem é apresentada como uma jovem misteriosa ligada aos acontecimentos envolvendo os Cristais.

A partir desse núcleo inicial, a história amplia seu elenco e apresenta novos personagens e regiões, permitindo que o jogador conheça diferentes partes de Lapis ao longo da campanha.

Essa estrutura é uma das conexões mais claras entre Resonance e as raízes tradicionais da franquia: uma equipe inicialmente pequena, um mundo ameaçado e uma jornada que cresce conforme novos personagens e conflitos são apresentados.

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Grandshelt é o ponto de partida

A aventura começa em Grandshelt, um reino associado aos cavaleiros e ao Cristal da Terra.

É também nesse local que o jogador terá seu primeiro contato com uma das principais ameaças da história. Veritas of the Dark surge como uma figura misteriosa e poderosa, ligada à destruição do Cristal e aos acontecimentos que colocam o mundo em perigo.

A partir desse momento, Rain, Lasswell e Fina deixam de estar envolvidos apenas com os problemas de Grandshelt e passam a buscar os outros Cristais.

Essa transição é importante porque apresenta a estrutura do mundo de Resonance: diferentes reinos, culturas e regiões estão ligados pela existência dos Cristais, enquanto os protagonistas precisam atravessar esse mundo para entender o que está acontecendo.

Um mundo para explorar além da história principal

A Square Enix também está preparando atividades paralelas para quem quiser ir além da campanha principal.

Entre os conteúdos confirmados estão um Coliseu com monstros e recompensas, uma linha envolvendo o espadachim Gilgamesh e a Chamber of Arms, que coloca o jogador diante de inimigos poderosos associados a armas lendárias. Há ainda um confronto contra Ultima Weapon.

Esses conteúdos ajudam a diferenciar Resonance de uma aventura que simplesmente conduz o jogador de uma cidade para outra.

A ideia é oferecer atividades opcionais capazes de ocupar quem quiser explorar sistemas de combate, enfrentar adversários mais difíceis ou buscar recompensas adicionais.

O HD-2D leva Final Fantasy de volta aos pixels

Visualmente, Final Fantasy Resonance é provavelmente uma das características mais fáceis de identificar.

O jogo é o primeiro Final Fantasy desenvolvido em HD-2D. A proposta parte de uma pergunta simples: como seria se a série tivesse continuado evoluindo sua pixel art em vez de abandonar completamente esse estilo?

O resultado combina personagens em pixel art com ambientes tridimensionais, iluminação, efeitos modernos e câmeras dinâmicas.

Não se trata, portanto, de simplesmente aplicar um filtro retrô sobre um RPG moderno. A apresentação foi construída para utilizar a estética pixelada como parte da direção artística.

Essa escolha aproxima Resonance de outros RPGs recentes que exploraram o HD-2D, mas com uma diferença importante: aqui, a linguagem visual está sendo aplicada pela primeira vez a um jogo principal da franquia Final Fantasy.

Combate por turnos com algumas mudanças

O sistema de batalha também olha para o passado, mas não pretende reproduzi-lo exatamente.

Final Fantasy Resonance utiliza combates estratégicos por turnos nos quais explorar as fraquezas dos inimigos é fundamental. Ao atacar os pontos fracos, o jogador pode provocar um estado de Stagger, quebrando as defesas do adversário e abrindo espaço para novas ações.

Quando determinadas condições são alcançadas, o sistema permite entrar em uma fase extra e utilizar ataques especiais chamados Resonances.

Esses golpes estão ligados às Visions equipadas pelos personagens e podem causar grandes quantidades de dano ou produzir efeitos específicos no campo de batalha.

Na prática, isso cria uma dinâmica que vai além de simplesmente escolher “atacar” ou “usar magia”. O jogador precisa observar as fraquezas dos inimigos, preparar sua equipe e decidir quando utilizar as habilidades mais poderosas.

As Visions trazem heróis de diferentes Final Fantasy

Uma das principais características de Resonance é o sistema de Visions.

Elas representam ecos cristalizados de personagens da história de Final Fantasy e podem ser utilizadas pelos integrantes da equipe para adquirir novas habilidades e características.

É aqui que o jogo amplia sua conexão com toda a franquia.

Personagens como Cloud, Tidus e o Warrior of Light estão confirmados entre as Visions que poderão aparecer durante a aventura.

A presença desses personagens não significa que Resonance seja uma reunião convencional de protagonistas de diferentes jogos. Eles aparecem dentro da lógica das Visions, funcionando como parte do sistema de progressão e personalização.

Isso permite que a equipe seja construída de acordo com o estilo de cada jogador.

Um sistema de habilidades inspirado nos Jobs

As Visions também estão ligadas à evolução dos personagens.

Depois que uma habilidade é aprendida a partir de uma Vision, ela pode continuar equipada mesmo quando o jogador troca para outra Vision, desde que esteja dentro do limite de custo disponível. Isso permite combinar habilidades de diferentes Visions para criar configurações específicas.

A ideia funciona como uma evolução do tradicional sistema de Jobs de Final Fantasy.

Em vez de simplesmente determinar que determinado personagem será responsável por uma função durante toda a aventura, o jogador pode experimentar combinações diferentes.

Essa liberdade pode ser especialmente importante nas batalhas mais difíceis, já que diferentes inimigos exigirão estratégias distintas.

Espers também fazem parte da aventura

Os summons tradicionais da série retornam na forma de espers.

Eles podem ser desbloqueados conforme o jogador avança pela história e completa determinadas missões secundárias. Quando invocados, permanecem ao lado da equipe durante três turnos antes de desaparecerem após executar um ataque final.

É mais uma forma de conectar Resonance às raízes da série sem simplesmente reproduzir sistemas antigos.

Assim como acontece com as Visions, os espers acrescentam novas possibilidades estratégicas ao combate e podem ser utilizados para mudar o rumo de uma batalha.

Chocobos, airships e outros elementos clássicos

Se o sistema de combate e os Cristais remetem aos primeiros jogos, a exploração também recupera alguns dos elementos mais reconhecíveis da franquia.

Chocobos e airships estão presentes no mundo de Resonance, acompanhados por outros elementos recorrentes da série.

O airship, em particular, ganha importância à medida que a aventura se expande e novas regiões são descobertas.

Essa combinação entre elementos familiares e uma nova história é uma das principais propostas do jogo: Resonance não pretende ser uma continuação direta de nenhum dos Final Fantasy numerados, mas uma aventura própria construída a partir de ideias que acompanham a franquia há décadas.

O jogador poderá experimentar o começo antes do lançamento

Quem quiser descobrir como tudo começa não precisará esperar pelo lançamento completo.

A Square Enix disponibilizou uma demonstração gratuita para PlayStation 5 contendo todo o primeiro capítulo. O progresso realizado na demo poderá ser transferido para a versão completa.

A demonstração funciona, portanto, não apenas como uma amostra visual do jogo, mas como uma introdução à história, ao mundo e ao sistema de combate.

É uma oportunidade particularmente interessante para quem quer descobrir se a combinação de pixel art, combate por turnos e sistemas de personalização funciona para seu estilo de jogo antes de comprar a versão completa.

Um Final Fantasy que olha para trás sem ficar preso ao passado

Final Fantasy Resonance parte de uma ideia bastante clara: recuperar elementos que ajudaram a definir a série e reconstruí-los dentro de uma produção moderna.

Os Cristais voltam a ocupar o centro da história. O combate por turnos recebe novas camadas estratégicas. O sistema de Jobs é reinterpretado pelas Visions. Chocobos, espers e airships retornam. E personagens de diferentes gerações de Final Fantasy aparecem como parte desse novo universo.

Ao mesmo tempo, o HD-2D dá ao jogo uma identidade própria.

O resultado é uma aventura que tenta aproximar duas fases diferentes da franquia: a estrutura dos RPGs clássicos e as possibilidades técnicas e de design de uma produção atual.

Para quem acompanha Final Fantasy há anos, Resonance reúne referências suficientes para despertar familiaridade. Para quem nunca jogou os capítulos clássicos, a proposta também funciona como uma aventura independente, com um novo mundo, novos personagens e uma história centrada nos Cristais.

O próximo passo será descobrir se essa combinação consegue transformar nostalgia em uma experiência que se sustenta por conta própria.

Final Fantasy Resonance chega em 22 de outubro de 2026 para Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC.

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